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Preguiça do Mundo

Preguiça do Mundo contemplas tu o ócio como um pintor contempla a Monalisa  afanas as sobras do dia de trabalho  e resfrias as tuas entranhas com levedura engarrafada...  traja-te com  farrapos de tuas vestes envelhecidas e praticas um último pecado na poltrona da sala... afagas teu intestino com as sobras de um pão dormido enquanto acaricias um felino doméstico e despretensioso... aguardas que Hipnos  te leve ao encontro de Morfeu porque o mundo lá fora já não presta...  Hércules de Souza Víler -Poeta Moderno...

Vivente ou Mortal?

uma pequena reflexão... não me sinto mortal, sinto-me vivente... mas sei que vou morrer, sei também que só morre quem é vivente, logo, não sou mortal, sou vivente... não espero a morte, vivo pelo prazer de viver... porque escolhi ser vivente e não mortal... objetivo é a vida e a morte é parte da vida... é a mesma ideia do copo meio cheio ou meio vazio... ser mortal é ser meio vazio... ser vivente é ser meio cheio de um monte coisas boas e ruins típicas de uma vida normal... Poeta Moderno - H. Víler...

Homenagem ao Cadete PM morto em MG

A luta e o luto Hoje não havemos de contar piada Não se deve e não se podem histórias engraçadas Pois havemos de nos enlutar na luta desgraçada Que ceifou o guerreiro na jornada... O demônio se prepara para emboscada Não se pode prevê a hora exata O guerreiro seguia sua estrada E se deparou com dois demônios e duas espadas Guerreou como se esperava... Mas não houvera vencido (a reação  foi ilibada) Mas a proporção exagerada... Fez tombar o guerreiro aguerrido Não foi um bom combate Não poderia ter sido... Cortar na nossa própria carne Um membro arrancado Surpreendido Faz sangrar uma tropa Como um corpo combalido Como um pedaço que se perde Como as dores dos amigos... Com a vida que se mede Pelos valores percebidos... Que o Grande Arquiteto Receba aquele Ser construído E lhe dê um local de conforto Daquilo que lhe for merecido... H. Víler – Poeta Moderno

O Valor da Vida

O valor da Vida (baseado em casos reais) Numa madrugada, uma mulher Pedia ao enfermeiro para não morrer... Mas morreu. Na manhã do mesmo dia, Uma mulher pulava do quinto andar de um prédio... Queria morrer... ( eu não sabia) Mas ela também morreu... Eu não entendia... Alguém queria morrer Alguém não queria morrer E todo mundo morre... Mas a morte não podia esperar por uma E a outra não podia esperar pela morte Ambas morreram na ordem inversa... Eu me perguntava se a vida presta, Ou melhor, Quanto vale a vida?... A vida vale tudo E nada vale... Mas qual seria o valor da vida?... A pergunta é vaga... Talvez a pergunta fosse: Por que uma pessoa deseja morrer E outra pessoa deseja viver? A interrogação é válida... A valoração da vida É dada por cada  vivente, No caso, Por cada mulher... Mesmo a vida sendo um presente, Uma dádiva... Também é um pote de ouro Ou um vale de lágrima... Mas há quem viva bem em ambos os cas...

O Sono do Amor

Não acorde o amor Deixe-o adormecido Se despertado, pode afligir-me A aflição desperta o destempero... O amor aperta o peito Pois precisa ser dividido Se não há que levar a metade Melhor que fique encolhido... Deitado no peito tranquilo Encolhe-se feito menino Não chora, não grita, não se irrita Permanece quieto e escondido... Mas se alguém despertar o amor Que leve uma parte consigo Porque não há espaço no peito Para um amor desperto e faminto... Também não há que roubar-lhe  inteiro Pois preciso da minha parte Ou deixa-o dormindo Ou leve a sua metade... Hércules de Souza Víler – Poeta Moderno

Preguiça do Mundo

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A flor morreu ... poetry

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